terça-feira, 10 de outubro de 2017

População maceioense acolheu de braços abertos a 27ª Feira Camponesa



Durante quatro dias, de 4 a 7 de outubro, a 27ª Feira Camponesa transformou a praça da Faculdade em um pedaço do campo no coração de Maceió. Milhares de maceioenses tiveram contato com os cerca de cem camponeses e camponesas que trouxeram do litoral, sertão e região da mata os melhores frutos da cultura e da luta por reforma agrária.

O público presente nesta feira pôde adquirir toneladas de alimentos saudáveis, comercializados diretamente pelo produtor, a preços abaixo do mercado; observar todo o processo de produção de farinha de mandioca e do beiju, em uma casa de Farinha montada na praça; e se deliciar com carneiro, galinha de capoeira e outros pratos regionais no restaurante camponês. Além de trocar experiências e ter contato com o saber campesino durante os dias e também pelas noites, que contaram com a animação de diversas atrações musicais, do calibre de Chau do Pife e Pinóquio do Acordeon.


Para a consumidora e frequentadora assídua das Feiras na Praça da Faculdade, Carla Souza, a presença do povo do campo em Maceió é gratificante. “Eu amo estar na Feira. Me acordei às 6h para estar aqui. Me sinto realizada e plena num lugar deste. É melhor do que passear em um shopping”, disse Carla ainda na manhã do primeiro dia, quando visitou esta edição do evento acompanhada de sua filha.

A Comissão Pastoral da Terra, responsável pela organização, comemorou o sucesso da feira e a receptividade do público. “É muito bonito ver essa praça cheia de gente, alimentos e música de boa qualidade. Tudo isso em perfeita harmonia. A Feira Camponesa vem todos os anos para somar e a população a aguarda sempre, ansiosamente, para comprar alimentos saudáveis, fresquinhos, de procedência e ainda com direito a pechincha”, disse Heloísa Amara, coordenadora da CPT.

A 28ª edição da Feira Camponesa está prevista para junho de 2018.









quarta-feira, 4 de outubro de 2017

27ª Feira Camponesa tem início em Maceió

Abertura oficial contou com a presença de movimentos sociais, representantes do Governo e de sindicatos


A Praça da Faculdade amanheceu nesta quarta-feira, dia 4 de outubro, ocupada por toneladas de alimentos saudáveis. Os frutos da Reforma Agrária chegaram ao coração de Maceió, pelas mãos de mais de 100 camponeses e camponesas organizados pela Comissão Pastoral da Terra.

Dando início a 27ª Feira Camponesa, líderes dos assentamentos e acampamentos, movimentos sociais, sindicatos e representantes do governo marcaram presença na cerimônia de abertura. A atividade celebrou a luta e o trabalho dos povos do campo.

“A feira reafirma a capacidade de ser um instrumento de diálogo entre o campo e a cidade. Ela potencializa os trabalhadores e as trabalhadoras do ponto de vista econômico, social e político. Mostra que a Reforma Agrária é uma política pública capaz de salvar e gerar vidas”, disse Josival Oliveira, representante do MLST, na mesa de abertura.

A representante da Comissão Pastoral da Terra, agrônoma responsável pelo evento, Heloísa Amaral,  saudou os povos do campo e demonstrou para eles a importância de manter-se lutando e produzindo, mesmo diante de tantos ataques dos governos.

“O povo do campo, em feiras como essas, mostra sua força e sua capacidade de continuar gerando vidas e alimentando a cidade. Mas o governo ainda nos trata com muito descaso, não nos dá o que merecemos. Nem por isso vamos desistir. A gente vai continuar lutando, ocupando e produzindo para ter o que comer, alimentar a cidade, comercializar e comprar o que não produzimos”, garantiu Heloísa Amaral.

A mesa de abertura contou com a presentação da CUT, Fetag, Iteral, Incra, MLST, MVT, CIMI, Sindicato dos Urbanitários e do monge João Batista.

Programação

A Feira Camponesa segue suas atividades até às 23h. Além dos alimentos saudáveis, a Feira conta com Restaurante Camponês, Casa de Farinha e atrações culturais. Na noite desta quarta-feira, sobem ao palco o grupo de percussão AfroDendê e a cantora Kel Monalisa.




segunda-feira, 2 de outubro de 2017

CPT realiza 27ª Feira Camponesa na Praça da Faculdade

Evento já começa nesta quarta-feira




De 4 a 7 de outubro, mais de 100 camponeses e camponesas do litoral, sertão e região da mata ocupam o coração de Maceió com alimentos saudáveis, casa de farinha, restaurante camponês, atrações musicais e muito mais.

Realizada na Praça da Faculdade, a 27ª edição da Feira Camponesa terá sua abertura oficial nesta quarta-feira, dia 4, às 8 horas, com um café da manhã regional compartilhado entre os feirantes, apoiadores da luta e a imprensa.

A já tradicional Feira, organizada pela Comissão Pastoral da Terra (CPT), espera comercializar toneladas de alimentos livres de agrotóxicos, produzidos em assentamentos e acampamentos da Reforma Agrária.

Macaxeira, abacaxi, banana, laranja, mel, côco, ovos de capoeira, feijão, batata, inhame e hortaliças são alguns dos produtos disponíveis para a população. Além dos alimentos a preços justos, a feira também contará com a Casa de Farinha, que oferecerá beiju e farinha produzidos na hora para o público, e o Restaurante Camponês, que terá em seu cardápio comidas típicas do campo como galinha de capoeira, rabada, sarapatel e buchada.

O evento também contará com programação noturna, sempre a partir da 18h. Na quarta-feira, dia 04, sobem ao palco da Feira Camponesa o grupo Afro Dendê e a cantora Kel Monalisa. Na quinta-feira, dia 05, é a vez do grupo Rogério Dyaz e a Trincheira e o patrimônio vivo da cultura, o mestre Chau do Pife. Já na sexta-feira, dia 06, a festa ficará por conta do grupo Samba da Periferia e do forró de Pinóquio do Acordeon , além da realização do tradicional bingo de um carneiro.

A Feira Camponesa funcionará todos os dias, das 6h até as 23h, com exceção do sábado que se encerá as 14h, e conta com o apoio do Iteral, Governo de Alagoas e Misereor.


Serviço

27ª Feira Camponesa

Data: 4 a 7 de outubro

Horário: Das 6 horas às 22 horas (exceto sábado, quando encerra às 12h)

Local: Praça da Faculdade (Afrânio Jorge), Prado – Maceió.

Programação Noturna:

04 de outubro
Afro Dendê
Kel Monalisa

05 de outubro
Rogério Dyaz e a Trincheira
Chau do Pife

06 de outubro
Samba da Periferia
Bingo de um carneiro
Pinóquio do Acordeon

Maiores informações:


Heloísa Amaral – (82) 9341-4025

segunda-feira, 25 de setembro de 2017

Sem-terras e indígenas participam de Seminário sobre os 200 anos de Alagoas

Evento começa nesta terça-feira, na Fetag



Cerca de 120 indígenas e sem-terras devem participar, a partir desta terça-feira, 26, do Seminário Alagoas 200 anos: latifúndio, cerca e exclusão. O evento acontece até o dia 28, no Centro Social da Federação dos Trabalhadores da Agricultura (Fetag), no bairro da Mangabeiras.

Organizado pela Comissão Pastoral da Terra (CPT), Conselho Indigenista Missionário (CIMI) e do Movimento de Libertação dos Sem-Terras (MLST), o seminário se propõe a debater a situação dos excluídos pelo latifúndio. “É um espaço de reflexão sobre o processo histórico que forjou a Alagoas formal. É uma leitura a partir da visão e das lutas dos marginalizados”, disse Carlos Lima, mestre em história e coordenador da CPT/Alagoas.

Dentre os convidados para o evento estão os professores da UFAL Cícero Albuquerque e Sávio Almeida, o professor e compositor Gustavo Gomes e o presidente da Central de Associações da Agricultura Familiar, Geno Vieira. Geno é um dos fundadores do movimento sem-terra em Alagoas e a principal liderança no início dos anos 80, quando liderou as primeiras ocupações de terra no estado.

O evento é coordenador pelos historiadores e militantes do movimento social, Carlos Lima e Josival Oliveira.

Serviço:
Seminário Alagoas 200 anos: latifúndio, cerca e exclusão
Dias: 26, 27 e 28 de setembro
Local: Centro Social da Fetag (Rua Dilermando Reis, 318 - Mangabeiras)

Mais informações: 9 9137-6112 - Carlos Lima

quinta-feira, 21 de setembro de 2017

Feira Camponesa retorna ao bairro do Pinheiro



A Feira Camponesa Itinerante chegou nesta quinta-feira, 21 de setembro, ao bairro do Pinheiro. Pela terceira vez em 2017, uma diversidade de alimentos saudáveis estão sendo comercializados ao lado da Igreja Menino Jesus de Praga.

Organizada pela Comissão Pastoral da Terra, o evento reúne 26 feirantes até o meio-dia sábado (23).

Os alimentos comercializados são frutos da reforma agrária, cultivados de maneira agroecológica no sertão, litoral e região da mata.

A feira itinerante está funcionando das 6h às 19 horas. O seu primeiro dia foi bastante movimentado e a organização espera que os próximos sejam ainda mais.

"Convidamos todos para vir ao Pinheiro e adquirir alimentos saudáveis, sem agrotóxicos, direto do produtor rural. Hoje muita gente já passou pela feira e estamos de braços abertos para acolher ainda mais gente amanhã", disse Heloísa Amaral, coordenadora da CPT responsável pelo evento.

Serviço
Feira Camponesa Itinerante
Dias: 21 a 23 de setembro
Hora: 6h às 19h (exceto ao sábado, quando encerra às 12h)
Local: Ao lado da Igreja Menino Jesus de Praga - Pinheiro



sexta-feira, 15 de setembro de 2017

Cruz sem Males chega à Quase-paróquia de Nossa Senhora de Lourdes


A Cruz Sem Males chegou nesta quinta-feira, 14 de setembro, à Zona Rural de União dos Palmares. A Quase-Paroquia de Nossa Senhora de Lourdes organizou uma caminhada de 3km, da estrada de acesso ao povoado de Rocha Cavalcante até a Igreja Matriz, para acolher o símbolo da Romaria da Terra e das Águas.

Produzida de forma artesanal e artística pelos monges da Catita, em 2002, a Cruz Sem Males permanece em União dos Palmares até a 30ª Romaria da Terra e das Águas, que ocorrerá nos dias 04 e 05 de novembro, na Serra da Barriga. Com o apoio do padre José Lourenço, a cruz percorrerá todas as comunidades rurais ligadas à Quase-paróquia, onde serão rezados o tríduo em preparação para a Romaria.

Antes da caminhada pelas estradas da zona rural do município, o coordenador da CPT em Alagoas, Carlos Lima, utilizando o texto produzido pelos Monges da Catita, recheado de passagens bíblicas, explicou os elementos talhados na Cruz.

“Nas extremidades das duas hastes, existe uma seta como a indicar uma direção, a da ‘Terra sem Males’. Mas não se pode perder a visão do que está na frente (Fl 3, 13-14), e por isso a seta aponta também para frente. No braço, os elementos decorativos que representam, de um lado, a raça branca, com as linhas curvas, da herança europeia desde as conquistas; Do outro lado, a raça nativa, ameríndia, com suas linhas retas e formas quadrangulares. No braço, na sua parte superior, estão representados motivos afros, próprios da raça negra. As três raças se juntam em Jesus Cristo que disse: ‘Quando for elevado da terra, atrairei todos a mim’ (Jo 12,32). É com Ele que as três raças partem para conquistar a Terra sem Males”, explicou Lima.

O padre José Lourenço, como anfitrião da Quase-paróquia, realizou ainda antes da caminhada uma motivação orante e concluiu com a oração do Pai- Nosso. Na procissão, a Cruz Sem Males  foi carregadas por diversas comunidades. Os jovens foram os primeiros a carregar a cruz.

Cerca de 300 pessoas participaram das celebrações e caminharam todo o percurso, com bastante animação, cantando e rezando, em direção à Igreja Matriz. Ao chegar no destino, foi celebrada a santa missa e encerrada a programação com a distribuição de cartazes e subsídios da Romaria.    

30ª Romaria da Terra


A edição comemorativa de 30 anos da Romaria da Terra e das Águas está marcada para a noite do sábado, dia 4 de novembro, até o amanhecer do domingo, 5.  São esperados mais dois mil romeiros e romeiras, vindos de diversas partes de Alagoas, além de convidados especiais. Os músicos Zé Pinto e Zé Vicente e o bispo presidente da CPT Nacional, Dom Enemésio Angelo Lazzaris já confirmaram participação.








sexta-feira, 8 de setembro de 2017

CPT convida população sertaneja para Romaria das Águas, neste sábado



A 8ª Romaria das Águas e da Terra acontece na noite deste sábado (9) até o amanhecer do domingo (10), em Água Branca, sertão alagoano. A concentração está marcada na Igreja Matriz, onde haverá celebração às 22 horas e será dada a benção aos romeiros e às romeiras.

Este ano, a romaria possui o tema “Nos caminhos do sertão: clamando por terra, água e pão” e deve contar com a participação de mais de mil religiosos, camponeses, indígenas, representantes de pastorais e movimentos sociais.

O destino da caminhada, de cerca de 9 km, é o assentamento Todos os Santos, na zona rural do município. Até lá, a romaria pretende realizar três paradas para reflexões, com o tema terra, água e pão.

Para Carlos Lima, coordenador da Pastoral da Terra e um dos organizadores da atividade, a caminhada alimenta a esperança do povo em um mundo novo. “Esse é um ato de fé e resistência, um ato de luta em defesa de direitos, terra, água e vida digna no campo. É o encontro de caminhantes, de homens, mulheres, crianças e idosos, que acreditam na mobilização social a partir do evangelho libertador de Jesus Cristo”, afirmou o representante da CPT.

A 8ª Romaria das Águas e da Terra é uma realização conjunta da Comissão Pastoral da Terra, do Conselho Indigenista Missionário, da Paróquia Nossa Senhora da Conceição e da Diocese de Palmeira dos Índios.

Serviço
8ª Romaria das Águas e da Terra
Dias: 9 e 10 de setembro
Local: Água Branca
Concentração às 20 horas na Igreja Matriz

Mensagem da CNBB aos brasileiros diante das celebrações do dia 7 de setembro

MENSAGEM DA CNBB
VIDA EM PRIMEIRO LUGAR
O “Grito dos Excluídos” nasceu com o objetivo de responder aos desafios levantados por ocasião da 2ª Semana Social Brasileira, realizada em 1994, cujo tema era “Brasil, alternativas e protagonistas”, e aprofundar o tema da Campanha da Fraternidade em 1995, que tinha como lema “Eras tu, Senhor”.
O Grito, realizado no dia 7 de setembro, com suas várias modalidades, é construído com a participação das comunidades cristãs, movimentos, pastorais sociais e organizações da sociedade civil, tem, em 2017, como tema: “Vida em primeiro lugar”, e como lema: “Por direito e democracia, a luta é de todo dia”.
A sociedade brasileira está cada vez mais perplexa, diante da profunda crise ética que tem levado a decisões políticas e econômicas que, tomadas sem a participação da sociedade, implicam em perda de direitos, agravam situações de exclusão e penalizam o povo brasileiro pobre.
O Conselho Permanente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil – CNBB, diante do grave e prolongado momento triste vivido no país, sugere às comunidades que, nesta data, sejam acrescentados dois elementos importantes da espiritualidade cristã, para acompanhar as reflexões e as ações sobre a realidade brasileira: UM DIA DE JEJUM E DE ORAÇÃO PELO BRASIL.
Encorajamos, mais uma vez, as pessoas de boa vontade, particularmente em nossas comunidades, a se mobilizarem pacificamente na defesa da dignidade e dos direitos do povo brasileiro, propondo “a vida em primeiro lugar”.
Nossa Senhora Aparecida, Padroeira do Brasil, acompanhe o povo brasileiro com sua materna intercessão!
Brasília, 31 de agosto de 2017
Cardeal Sergio da Rocha
Arcebispo de Brasília
Presidente da CNBB
Dom Murilo S. R. Krieger
Arcebispo de São Salvador
Vice-Presidente da CNBB
Dom Leonardo SteinerBispo Auxiliar de Brasília
Secretário-Geral da CNBB

quinta-feira, 7 de setembro de 2017

Movimentos sociais gritam por direitos e democracia



Neste sete de setembro, comemorado como o "Dia da Independência", não só os militares desfilaram na Avenida da Paz, em Alagoas. Diversos manifestantes, ligados a pastorais sociais, sindicatos, movimentos sociais e partidos de esquerda, ocuparam o espaço do desfile cívico com palavras-de-ordem “Fora, Temer”, para protestar por direitos e democracia.

A manifestação conhecida como o Grito dos/as Excluídos/as, em sua 23ª edição, reuniu em Maceió cerca de duas mil pessoas, tendo a presença significativa de religiosos, indígenas, movimentos sociais do campo, sindicatos e a juventude.

Os jovens, presentes no ato, deram energia à manifestação e compuseram até uma ala com fantasias e máscaras contra a exclusão social, a violência e as injustiças. A intervenção artística foi preparada nos dias anteriores, durante o 4º Encontro da Juventude Camponesa, na Barra de São Miguel.




Os manifestantes se concentraram na praça Sinimbu, marcharam pela Avenida da Paz e, diante do governador, fizeram cobranças por reforma agrária, pelos direitos indígenas, contra a violência e a privatização.

Para Carlos Lima, coordenador da Comissão Pastoral da Terra (CPT) e um dos líderes do movimento, a manifestação foi importante para desmistificar a falsa independência e igualdade social no Brasil e mostrar as demandas do povo pobre e oprimido.

“O Grito é uma reação da sociedade. É uma manifestação organizada por pastorais, movimentos sociais e sindical que denuncia as exclusão social. É um grito das periferias políticas, dos marginalizados”, disse Lima.

Participaram desta manifestação, CPT,  Conselho Indigenista Missionário (CIMI), Cáritas, Pastoral Carcerária, Igreja Batista do Pinheiro, representada pelo pastor Wellington Santos e pastoral Odja Barros, Povo Wassu Cocal, Sindpetro, Levante Popular da Juventude, Sinteal, Sindicato dos Bancários, Frente Brasil Popular, Sindicato dos Urbanitários, Unidade Popular, PCB, PT, entre outros.





quarta-feira, 6 de setembro de 2017

Encontro fortalece juventude camponesa para a luta


Cerca de 100 jovens de assentamentos e acampamentos organizados pela Comissão Pastoral da Terra em Alagoas, participam do 4º Encontro Estadual da Juventude Camponesa na Casa dos Irmãos Marista, na Barra de São Miguel. O evento iniciou nesta terça-feira (5) e encerra com a participação na manifestação do Grito dos/as Excluídos/as, na quinta-feira, 7 de setembro, às 9 horas, com concentração na Praça Sinimbú.

A juventude, vinda da região da mata, litoral e sertão, nos dois primeiros dias, vivenciou palestras, discussões e reflexões sobre o que é ser jovem camponês, a situação atual do país, a história dos movimentos sociais do campo em Alagoas e sobre a 30ª Romaria da Terra. Além disso, trocaram experiências vividas em suas comunidades.

Durante esses dias, o auditório da Casa dos Irmãos Marista ficou repleto de energia e da força da juventude. No chão, ao centro da sala, elementos simbólicos como a bíblia, a enxada, as sementes, a bandeira da CPT e o nome juventude camponesa, escrito com milho, colocados na mística inicial, ambientaram o local que brotou nos jovens a esperança de um mundo novo.


As reflexões, por sua vez, fortaleceram a identidade da juventude camponesa e apostou na formação dos jovens para a continuidade da luta, já travada pelos seus pais, e para a resistência contra a retirada de direitos hoje em curso.

“A gente só tem dois caminhos. A gente tem que entender que a juventude camponesa, que luta pela terra, não é igual a juventude burguesa que está apenas preocupada com o seu iPhone. Ou ela luta ou ela vai voltar para senzala. Ou a gente cai na real, para com a ilusão que existe igualdade hoje e luta ou a gente vai voltar para senzala”, afirmou o pastor Wellington (Igreja Batista do Pinheiro) durante uma profunda e emotiva fala sobre as desigualdades sociais.


O encontro seguiu com a palestra do professor Arthur Bispo sobre a atual situação do país, mostrou a paralisia que se encontra a reforma agrária e ofensiva do capital sobre os direitos dos trabalhadores e da juventude. Falou sobre o desmanche dos serviços públicos e as privatizações que o governo pretende realizar, inclusive das reservas naturais, como o petróleo e a RENCA (Reserva Nacional do Cobre e Associados), na Amazônia.

Durante o segundo dia, os jovens tiveram, nos dois horários, o equivalente a um curso sobre a história dos movimentos sociais do campo em Alagoas, ministrado pelo coordenador da CPT, o historiador Carlos Lima.

“É fundamental que essa juventude entenda, no momento em que Alagoas completa 200 anos, a nossa história de luta pela terra para que possa se apropriar dela e continuar a manter erguida a bandeira levantada pela Pastoral, que em seu seu lema clama pela 'Terra de Deus, Terra de irmãos'”, disse Lima.


Para o Grito dos/as Excluídos/as, os jovens tiveram oficinas de cartazes, máscaras e teatro. A ideia da juventude camponesa é realizar intervenções artísticas e ter uma presença marcante na manifestação.



segunda-feira, 4 de setembro de 2017

Encontro da juventude camponesa começa nesta terça-feira


A juventude camponesa, organizada pela Comissão Pastoral da Terra (CPT), realiza esta semana seu 4º Encontro Estadual. Desta terça-feira, 5, até a quinta-feira, 7, cerca de 100 jovens, assentados e acampados na região da mata, litoral e sertão, estarão reunidos no Centro Catequético dos Irmãos Marista, na Barra de São Miguel.

Com o tema “Juventude Camponesa: olhando o ontem, vivendo o hoje e construindo o amanhã”, o evento pretende refletir sobre a história do movimentos sociais do campo em Alagoas, debater a situação atual do país diante do golpe parlamentar-midiático e projetar as ações dos jovens camponeses.

A abertura do encontro, marcada para às 9h30 do primeiro dia, contará com místicas dos jovens e palavras de incentivo do Padre Marcelo Pontes (Paróquia Imaculada Conceição) e do Pastor Wellington (Igreja Batista do Pinheiro).

O evento será encerrado na Macha do Grito dos/as Excluídos/as, realizada no dia 7 de setembro, às 9 horas, na Praça Sinimbu, em Maceió. O 23º Grito tem o tema “Vida em Primeiro Lugar. Por direitos e democracia, a luta é todo dia” e acontece anualmente para em paralelo ao desfile da Independência do Brasil, questionando a exclusão social e a falsa independência política e econômica.

Para a coordenadora da Pastoral da Terra e da juventude camponesa, Alessandra Timóteo, o encontro será importante para a formação dos jovens.

“Acredito que será um encontro muito bom porque ele já é resultado dos encontros regionais. A própria programação é resultado do debate e da demanda dos jovens nesses encontros realizados em julho na região da mata, sertão e litoral”, disse Alessandra.

Serviço:
4º Encontro Estadual da Juventude Camponesa
Dias: 5 a 7 de setembro de 2017
Horário: 9h às 19h30
Local: Centro Catequético dos Irmãos Marista, na Barra de São Miguel.

Programação

05 de setembro:

9h – Chegada e credenciamento

9:30 - Mística Inicial: Juventude camponesa do assentamento Padre Emílio April (União dos Palmares)

10h – Palavras de incentivo aos jovens participantes do 4ª Encontro Estadual da Juventude Camponesa – Pastor Welington e Padre Marcelo Pontes

12h – Almoço

14h – Análise de conjuntura – Artur Bispo (Professor da UFAL)

15:30 – Lanche

15:45 – 30ª Romaria da Terra e das Águas - 30 anos no Chão Sagrado: de novo na Serra, alcançando a Nova Terra. (Carlos Lima)

17:30 – Livre

19h– Jantar

19:30 – Socialização das experiências das juventudes camponesas nas comunidades.


06 de setembro:

7h – Café da manhã

8h – Mística Inicial

8:30 – História dos Movimentos Sociais do Campo em Alagoas – Carlos Lima (Mestre em História e coordenador da CPT)

10h – Lanche

10: 30 – Continuação - História dos Movimentos Sociais do Campo em Alagoas

12:30 – Almoço

14h – Oficina de teatro, maquiagem e grafitagem

16h – Lanche

16:30 – Retorno as oficinas

18h – Intervalo

19h – Jantar

20h – Retorno as oficinas

21:30 – Encerramento das oficinas


07 de setembro:

7h – Café da manhã


Participação no 23º Grito dos Excluídos “Vida em primeiro lugar! Por Direitos e Democracia a Luta é todo Dia.”

sábado, 2 de setembro de 2017

Ocupação garante transporte escolar para assentamento





As crianças e jovens do assentamento Santa Maria Madalena, em Joaquim Gomes, devem retornar as aulas na próxima segunda-feira (4). Pelo menos, foi esse o compromisso assumido pela Secretaria de Educação do município, no dia 29 de agosto, após a ocupação do prédio pelos assentados e assentadas ligados à Comissão Pastoral da Terra (CPT).

A mobilização serviu para garantir o retorno do transporte escolar, que, há três meses, deixa os estudantes moradores da zona rural sem acesso à escola .

Os camponeses e as camponesas arrancaram ainda o compromisso da reposição do conteúdo perdido com aulas aos sábados, na sala-de-aula que funciona - em precárias condições - dentro do assentamento.

"Segunda, dia 4, eles vão mandar o transporte para voltar a estudar e, no sábado, vão mandar um professor para repor as aulas que os meninos perderam", explicou a líder camponesa, Eliane Aquino.

Mas, para ela, o compromisso da Prefeitura ainda não pode ser comemorado. "Vamos ver dia 4 se os ônibus vai tá lá para pegar os meninos para saber se é vitória mesmo, por enquanto é só palavra. Mas, se não cumprir, a gente volta lá e ocupa de novo", garantiu Eliane.



quarta-feira, 30 de agosto de 2017

Maceió: Grito dos/as Excluídos/as está confirmado para 7 de setembro



Para denunciar as injustiças e a exclusão social, os movimentos sociais e Igreja Católica organizam o Grito dos/as Excluídos/as, em contraponto à Dia da Independência do Brasil. Em Maceió, a marcha de trabalhadores do campo e da cidade está confirmada para o dia 7 de setembro. Sua concentração está marcada para às 9 horas, na Praça Sinimbu.

Realizado há 23 anos, o Grito dos/as Excluídos/as traz este ano o tema “Vida em Primeiro Lugar” e o lema “Por direitos e democracia, a luta é todo dia”. Com este chamado, os movimentos pretendem denunciar a exclusão provocada pelas reformas do governo Temer, a privatização do patrimônio nacional e a consolidação do golpe contra a classe trabalhadora. Em Alagoas, os movimentos também denunciarão a privatização do Governo Renan e os assassinatos da população de rua, negra, pobre e periférica.

A organização do 23º Grito em Maceió, em reunião no dia 28 de agosto, definiu a realização de uma marcha pela Avenida da Paz, perfazendo o mesmo trajeto do desfile militar, e retornando à Praça Sinimbu. A expectativa é que a atividade reúna de 1500 a 2 mil pessoas, agregando diversos movimentos que lutam contra as injustiças.

“Estamos fazendo a construção do Grito com uma pluralidade de pensamentos. Além das Pastorais Sociais - que todos os anos tomam à frente -, contamos com grupos e entidades não ligados à Igreja, mas que lutam contra a exclusão social”, disse Carlos Lima, coordenador da Pastoral da Terra.

Para Lima, a realização deste Grito, na conjuntura de retiradas de direitos e retrocessos, atrai ainda mais lutadores para a marcha. “Há 23 anos marchamos contra as injustiças. Neste ano, com a política deste governo de ataques aos direitos , o grito se reveste de importância e se faz ainda mais necessário. Esperamos reunir todos os descontentes com a situação do país para lutar por uma sociedade sem exclusão social”, completou o organizador do evento.


Sobre o Grito

O Grito dos excluídos surgiu no Brasil, em 1994, e se consolidou como um espaço sempre aberto e plural de pessoas, grupos, entidades, igrejas e movimentos sociais comprometidos com as causas dos excluídos.

Seu objetivo é valorizar a vida e anunciar a esperança de um mundo melhor, construindo ações a fim de fortalecer e mobilizar pessoas para atuar nas lutas populares e denunciar as injustiças e os males causados por este modelo econômico liberal e excludente, ocupando ruas e praças por liberdade e direitos.

Serviço
Grito dos Excluídos
Dia: 7 de setembro de 2017
Local: Avenida da Paz

Concentração às 9 horas na Praça Sinimbú

segunda-feira, 28 de agosto de 2017

CPT presta sua homenagem à Dom José Maria Pires


O Arcebispo Emérito da Paraíba, Dom José Maria Pires, fez sua páscoa definitiva no dia 27 de agosto de 2017. Dom Zumbi, como era conhecido, teve sua vida dedicada ao Deus dos pobres e aos feridos de injustiças. Foram 98 anos de intensa dedicação à luta dos oprimidos e devoção à Igreja dos empobrecidos.

Dom José deixou a vida terrena no mesmo 27 de agosto em que morreu Dom Hélder Câmara (99), Dom Luciano Mendes (2006).

Em vida, a CPT registrou com muito carinho sua passagem por Alagoas. O Bispo marchou ao lado de camponeses e religiosos em busca da terra prometida, na 8ª Romaria da Terra, em 13 de dezembro de 1995, em União dos Palmares. Neste evento, suas palavras de fé e esperança aos romeiros foram “A esperança não pode morrer, pois zumbi vive em cada um de nós”.

Na preparação da 30ª Romaria da Terra, a CPT relembra e presta homenagem ao querido bispo dos emprobrecidos, com a certeza de que estará presente ao lado dos oprimidos marchando em mais esta romaria da Terra.

sexta-feira, 25 de agosto de 2017

CPT e Incra realizam reunião para acompanhar pauta de reivindicações


A Comissão Pastoral da Terra e representantes de diversas áreas da reforma agrária do litoral, sertão e região da mata se reuniram com dirigentes do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA) para acompanhar reivindicações dos camponeses e camponesas. A audiência aconteceu na manhã desta quinta-feira, 24 de agosto, no Walmap, prédio-sede do INCRA.

Esse é o terceiro encontro da CPT com o atual superintendente César Lira. O primeiro aconteceu no dia seguinte à sua posse, durante jornada da Pastoral da Terra em Maceió, no dia 30 de março. Naquele momento, após a ocupação do prédio, foram apresentadas as necessidades mais urgentes de cada área.

No mês seguinte, o INCRA apresentou à Pastoral seu posicionamento acerca do atendimento das demandas dos camponeses e camponesas. Um dos compromissos, foi uma nova reunião três meses após para o acompanhamento das ações prometidas pelo órgão.

Para Heloísa Amaral, coordenadora da CPT, a reunião foi proveitosa e demonstrou compromisso do atual superintendente. ”A realização da reunião demonstrou um avanço na abertura de diálogo do órgão com os movimentos sociais do campo. Possibilitou mostrarmos o que foi feito e o que não foi e onde podemos e devemos avançar mais para que a vida do homem e da mulher do campo se torne melhor”, disse Amaral.

Reivindicações

A demarcação dos assentamentos foi uma das pautas dos camponeses e camponesas. Dentre as solicitadas, o setor de cartografia do Incra confirmou a finalização apenas da demarcação do Assentamento Nossa Senhora Aparecida (NAVIO). No Assentamento Bom Samaritano (TAUÁ), a demarcação está agendada para setembro.

O chefe de Divisão De Ordenamento Da Estrutura Fundiária, José Everaldo Moraes, informou que os Assentamentos Rio Bonito e Prazeres estão incluídos numa licitação geral que aguarda a liberação de Brasília.

A Emissão de Declaração de Aptidão ao Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (DAP/Pronaf), que permite acesso a linhas de crédito e financiamento a juros baixos, também era reivindicação dos assentados.

A funcionária do INCRA, Anabela Fagundes, esclareceu vários casos de áreas presentes e entregou as DAPs do Assentamento Velho Chico (SANTA FÉ 2). Além disso, o próprio Superintendente informou que existe R$ 15 milhões em créditos para os assentamentos de Alagoas e que é necessário que sejam feitos os devidos procedimentos burocráticos para liberação deste recurso. Outra informação importante foi a existência de R$ 5 milhões para perfuração de poços em assentamentos e áreas quilombolas.

O ponto praticamente sem avanços foi o da realização da Reforma Agrária, em si. O Chefe da Divisão de Obtenção, Alessandro, informou sobre os casos de acampamentos e o andamento dos processos, demonstrando o total descompromisso do Governo Federal com o assunto.
Antes de finalizar a reunião, foram tratados alguns outros casos anteriormente levantados, assim como a preservação da área de reserva de mata do Assentamento Flor do Bosque. Nesse caso específico, o superintendente se comprometeu a buscar a Delegacia do Meio Ambiente para a solução do impasse que já dura anos.


terça-feira, 8 de agosto de 2017

Reunião fortalece e amplia construção da 30ª Romaria da Terra

Pastorais Sociais também iniciaram articulação para o Grito dos Excluídos(as)



A 30ª Romaria da Terra e das Águas, marcada para os dias 4 e 5 de novembro, na Serra da Barriga (União dos Palmares), avança a passos largos a cada reunião. Nesta terça-feira, 8 de agosto, novos grupos passaram a integrar a Comissão Organizadora da Romaria e somar forças para o sucesso da edição comemorativa de 30 anos.

Realizada na sede da Comissão Pastoral da Terra, a reunião contou com a presença do Conselho Indigenista Missionário (CIMI), da Comunidades Eclesiais de Base (CEBs), da Pastoral da Juventude do Meio Popular (PJMP), do Centro de Estudos Bíblicos (CEBI), de membros das paróquias de União dos Palmares, de Agentes de Pastoral Negros (APNs), da Cáritas e da Pastoral da Criança.

Para Carlos Lima, coordenador da CPT/AL, a construção coletiva é o caminho para o êxito de uma Romaria que alimente a espiritualidade do caminhante, preserve a memória de luta do Quilombo dos Palmares, incentive a luta pela democratização do uso da terra e estimule a prática da justiça, da partilha e da solidariedade.

“Foi uma reunião importante onde trouxemos à participação mais seguimentos da Igreja e sedimentamos o caminho para construir uma Romaria bem participativa. Nesta reunião debatemos sobre a mobilização das comunidades e a produção do subsídio com textos e músicas para a Romaria. Ele deve ficar pronto até o final do mês e será um importante instrumento para mobilizar as comunidades”, disse Lima.

Durante a manhã desta terça-feira, houve oração, reflexões em grupo e debates sobre a preparação da atividade que deve reunir mais de 5 mil romeiros e romeiras na terra de luta e resistência, de Zumbi e Dandara. Uma das metas destacadas foi a de sensibilizar e articular a presença de padres, religiosas e pastorais de todo o Estado, assim como envolver as comunidades religiosas de Maceió. Além disso, foi evidenciada a mobilização da cidade de União dos Palmares, tanto a área rural quanto a urbana.

Momento de oração com os presentes

Como forma de garantir as finanças para a realização do evento, foi distribuído, aos representantes das pastorais e aos coordenadores da Pastoral da Terra, carnês para aquisição do kit da Romaria, que inclui camisa, chapéu de palha e sacola de tecido personalizada do evento. Esse kit tem o valor de R$ 50,00 e também pode ser adquirido na sede da CPT, na Cúria Metropolitana.

Como próximos passos, ficou combinado de realizar visitas às comunidades rurais e urbanas; usar as redes sociais com vídeos chamando para participar da Romaria; solicitar espaço na reunião do clero; articular as religiosas e religiosos; e enviar a carta do arcebispo convocando para Romaria as comunidades e paróquias.

De agenda, ficou marcado um encontro com representantes das comunidades rurais e urbanas de União dos Palmares, no dia 16 de agosto, às 8 horas, no Centro Paroquial da cidade, e a próxima reunião da comissão organizadora da Romaria para o dia 29 de agosto, as 9 horas, na sala da CPT.

Grito dos(as) Excluídos(as)

Com o tema “Vida em primeiro lugar!” e o lema: “Por direitos e democracia, a luta é todo dia”, a tradicional marcha do Grito dos(as) Excluídos(as) está confirmada para o dia 7 de setembro. Essa será a 23ª edição da manifestação reúne movimentos sociais e pastorais sociais para denunciar as injustiças e os males existentes no Brasil.

Em preparação para esta data que se aproxima, foi convocada uma primeira reunião do 23ª Grito dos Excluídos(as) em Alagoas para o dia 9 de agosto às 9 horas, na sede da CPT.

quarta-feira, 2 de agosto de 2017

Feira Camponesa inicia amanhã no bairro do Pinheiro



A edição itinerante da Feira Camponesa chega ao bairro do Pinheiro nesta quinta-feira, 3 de agosto. Organizada pela Comissão Pastoral da Terra, o evento comercializa alimentos saudáveis ao lado da Igreja Menino Jesus de Praga, até ao meio-dia do sábado, 5.

Nesta versão itinerante participam 25 camponeses e camponesas que trazem, do litoral, sertão e região da mata, os melhores frutos da Reforma Agrária de Alagoas. Os alimentos disponíveis na feira são todos produzidos de maneira agroecológica, sem a utilização de agrotóxicos.

“Todos os produtos comercializados na Feira são alimentos fresquinhos e sem veneno. Podem ter a certeza que são da melhor qualidade e com preços justos, vendidos direto pelo produtor”, garantiu a agrônoma Heloísa Amaral, coordenadora da CPT.

A Feira funcionará das 6h às 19h e conta com o apoio da Paróquia Menino Jesus de Praga e do Iteral.

Serviço:

Feira Camponesa Itinerante
Dias: 3 a 5 de agosto de 2017
Local: Igreja Menino Jesus de Praga – Pinheiro

Horário: das 6h às 19 horas

sexta-feira, 14 de julho de 2017

Litoral norte: lideranças camponesas debatem construção da 30ª Romaria da Terra

Feira solidária e hortas medicinais também são tema de reunião


Coordenadores de acampamentos e assentamentos da região do litoral de Alagoas se reuniram nesta quinta-feira, 13 de julho, em Porto de Pedras, com o objetivo de discutir a realização da 30ª Romaria da Terra, a Feira solidária e a implantação de hortas medicinais.

Os presentes definiram organizar uma grande caravana da região. Do litoral devem sair 5 ônibus com camponeses e religiosos. "A Romaria é parte da nossa luta, vamos participar com entusiasmo", disse a jovem assentada em Irmã Dorothy,  Jaqueline.

A 30ª Romaria ocorrerá nos dias 4 e 5 de novembro, na Serra da Barriga, e contará com a presença dos músicos Zé Vicente e Ze Pinto e do bispo presidente da CPT, dom Enemesio.

Sobre a Feira Solidária, prevista para os dia 24 a 26 de novembro, no Pinheiro, os camponeses e camponesas se comprometeram a arrecadar alimentos nos acampamentos e assentamentos para apoiar o evento que tem como objetivo  arrecadar fundos para construir a sede da CPT litoral.

"Vamos articular muita produção para construir o nosso canto, nosso lugar" afirmou Edmilson, assentado em Padre Alex.

Quanto às hortas medicinais, serão implantadas nos assentamentos Jubileu 2000, Irmã Dorothy Stang, Margarida Alves, Quilombo dos Palmares. Esse projeto tem apoio da entidade italiana, Pachamama, e será coordenada pela engenheira agrônoma Heloisa Amaral.

quinta-feira, 6 de julho de 2017

Comunidade do Salvador Lyra recebe versão itinerante da Feira Camponesa



A Paróquia São Paulo Apóstolo está sediando a versão itinerante da Feira Camponesa. A comercialização de produtos saudáveis, frutos da reforma agrária, começou nesta quinta-feira, 6 de julho, e permanece até ao meio-dia do sábado (8), no Salvador Lyra.

Organizada pela Comissão Pastoral da Terra, a Feira reune 20 camponeses e camponesas do litoral e região da mata que produzem alimentos sem agrotóxicos. Um desses camponeses é Seu Edmilson do assentamento Margarida Alves, localizado em Maragogi. Ele trouxe banana, abacaxi, maracujá e coco verde.


Edmilson conta que utiliza seu lote, conquistado com anos de luta, para produzir alimentos e sustentar sua família. “Planto de tudo que a região dá, crio galinha e ovelha, e tenho tentado utilizar meu lote ao máximo para trabalhar. Enquanto Deus me der forças vou continuar cultivando a terra e tirando minha renda daí”, disse o camponês.


A Feira funciona das 6h às 19 horas no patio da Igreja São Pauo Apóstolo.