quinta-feira, 30 de março de 2017

Carta da 28ª Assembleia Estadual da CPT de Alagoas

Enquanto a gente acreditar no maior, não vamos pra lugar nenhum. Nós temos que fazer o maior acreditar no menor. Se não for assim estamos perdidos” (senhor José Maria, “Azarias”. Mora no acampamento Bota Velha, há 17 anos, em Murici-AL).


Somos filhas e filhos da luta. Esse é o nosso chão, o nosso caminho. Somos comunidades Camponesas que vivem em acampamentos e assentamentos no sertão, na mata e no litoral. Somos um povo lutador e resistente afetado por uma longa estiagem, as nossas roças e animais sofrem com a falta d’agua e nós sofremos junto. Mesmo assim insistimos em cultivar a esperança e os sonhos.

Enfrentamos uma ofensiva política/econômica contra os nossos direitos, que foram duramente conquistados. O governo e seus aliados querem impor uma Reforma na Previdência, o que retiraria qualquer perspectiva de aposentadoria. A intenção é elevar a idade mínima para 65 anos e para 49 anos o tempo de contribuição. Também deseja igualar a idade mínima entre homens e mulheres, ignorando a jornada dupla exercida pelas mulheres. Outro ataque, em forma de armadilha, é a proposta de emancipação dos assentamentos do INCRA, mais uma tentativa de iludir nossa gente com a entrega do título da terra às famílias que vivem em assentamento, para encobrir a irresponsabilidade em não cumprir com o dever de consolidar os assentamentos através da infraestrutura necessária. A verdadeira intenção é fazer com que essas terras conquistadas, que estavam nas mãos de camponesas e camponeses, voltem ao mercado. São tocaias montadas contra o povo trabalhador do campo e da cidade, para continuar a dar conforto e regalias aos mesmos que vivem a dominar.

Os tempos nunca foram fáceis. A conjuntura atual é, apenas, a revelação do processo histórico contra os empobrecidos e a natureza. A nossa existência, o nosso jeito de viver, nossas crenças, nossas roças, é a forma de confrontar o poder de mando e modo de produção da classe dominante.

Nós, filhos e filhas da luta, seguiremos na marcha da rebeldia, nas ruas e nas roças, preservando a nossa identidade. Guardando as sementes, cuidando da água. “Cultivando e Guardando a Criação”.

Barra de São Miguel, 27 a 29 de março de 2017.

quarta-feira, 29 de março de 2017

Camponeses mantém ocupação no Incra

Negociações serão retomadas nesta quinta-feira (30), às 14h




Os camponeses e camponesas que ocupam o prédio do Incra contra o golpe na Reforma Agrária decidiram permanecer no local, mesmo após o primeiro contato com o novo superintendente do órgão, César Lira. As cerca de 500 pessoas passarão a noite no prédio de 13 andares localizado no Centro de Maceió e retomarão as negociações às 14h desta quinta-feira, 30 de março.

A gente veio para ser atendido e se não for atendido não vamos desocupar. Estamos cansado de vir à Maceió e ser enrolado. Se for preciso podemos trazer 100 kg de macaxeira para ficar e resistir. Só vamos sair com tudo resolvido, para a gente poder levar felicidade para nosso povo”, afirmou o acampado José Maria Azarias.

Seu Azarias há 15 anos luta por Reforma Agrária

A reivindicação de “seu Azarias” no INCRA é a Reforma Agrária. Além de sua família, outras 101 lutam há 15 anos pela posse da terra onde moram, no acampamento Bota-velha, em Murici. No mesmo município há acampamento com 17 anos de espera.

A ocupação do prédio do INCRA aconteceu por volta das 16h e antes do anoitecer o superintendente do órgão, César Lira (PSD), empossado na manhã desta quarta-feira (29), foi ao encontro dos camponeses e camponesas. Já em seu primeiro dia de trabalho como chefe do órgão que deveria servir para fazer a Reforma Agrária, o sobrinho de Benedito de Lira foi recepcionado com muitas palavras de ordem e pressão de homens e mulheres que lutam por melhores condições de vida no campo.

Aqui já vivemos com superintendentes de direita, de esquerda, e voltamos a viver com superintendente de direita. O tratamento é o mesmo, é um completo descompromisso com o povo pobre do campo. Estamos aqui porque o povo está cansado. Nós temos áreas de 17 anos esperando a reforma agrária, problemas com água, estrada. Uma tolisse que é desbloquear uma DAP o Incra não faz”, afirmou Carlos Lima, coordenador da Comissão Pastoral da Terra.

O novo superintendente do INCRA se colocou para discutir cada problema apresentado. Informou, desde já, que ainda está tomando pé da situação do órgão, que iria conversar com o antigo superintendente e com os servidores da casa e que não poderia se comprometer com as antigas promessas feitas por gestores passados.


César Lira se desresponsabilizou pelas gestões anteriores do INCRA

O que aconteceu, aconteceu. Vocês podem me cobrar daqui para frente. Minha vida é limpa e não respondo um processo. Não vai ser no Incra que vou sujar meu nome. Temos um quadro escasso, com técnicos para se aposentar, com dificuldades financeiras. Vou passar uma chuva aqui e espero tirar bons frutos dela”, disse César Lira em meio à manifestação, dentro de seu gabinete.

Uma reunião de trabalho para elencar os problemas de cada área rural e se comprometer com soluções ficou agendada para às 14h desta quinta-feira, 30 de março.




Camponeses ocupam o INCRA conta o golpe na Reforma Agrária

Mobilização começou nesta quarta e promete ocupar as ruas e prédios públicos até sexta, em Maceió 


Cerca de 500 camponeses e camponesas, organizados pela Comissão Pastoral da Terra (CPT/AL), ocupam o prédio do INCRA, no Centro de Maceió,  para lutar em defesa da Reforma Agrária e da Previdência.

A mobilização acontece após a realização da assembleia estadual da CPT, que reuniu representantes de Assentamentos e Acampamentos da região da mata, litoral e sertão. As famílias estão na luta por direitos para o homem e a mulher do campo.

Os camponeses e camponesas permanecem até sexta em mobilização ocupando as ruas e prédios públicos para reivindicar justiça social. A marcha ocupou o prédio do INCRA por volta das 16h e aguarda a presença do novo superintendente. As famílias prometem passar a noite no local.




segunda-feira, 27 de março de 2017

28ª Asssembleia Estadual da CPT tem início em Alagoas

Primeiro dia foi marcado por debates e reflexões acerca dos direitos dos camponeses




A 28ª Assembleia Estadual da Comissão Pastoral da Terra de Alagoas teve início nesta segunda-feira, 27 de março, no Centro Catequético dos Irmãos Maristas, na Barra de São Miguel. São 80 camponeses e camponesas reunidos, até o dia 29, para debater a atuação da Pastoral da Terra e a luta por direitos para o homem e a mulher do campo.

Com o tema “Campesinato: cultivando e guardando a criação”, o encontro contou, já em seu primeiro dia, com celebrações, reflexões, homenagens, cânticos e muito debate sobre a realidade do país, em especial da situação dos camponeses e camponesas que lutam pela terra e por dignidade.


O indígena coordenador da CPT do Maranhão, Inaldo Gamella, convidado para assessorar a atividade, afirmou que o Brasil passa por tempos difíceis e a luta o único caminho capaz de romper as cercas e construir novos tempos.

“A gente tem que seguir nosso caminho, aquele que sempre seguimos, o caminho da luta. Esse é o caminho de nossos antepassados e é o caminho capaz de nos dar um futuro. Os tempos sempre foram difíceis para os camponeses, negros e indígenas e temos que seguir lutando”, afirmou Inaldo.

Refletindo sobre o tema da assembleia e o da campanha da fraternidade, Inaldo afirmou: “O bom-viver passa por a gente olhar a terra como espaço de encontro de gente com bichos, com a água, com a terra, com a natureza. Nosso modo de se relacionar com a terra não é vê-la como mercadoria ou de onde apenas tiramos nosso sustento. A gente pertence à terra e esse nosso pertencimento à terra faz a gente lutar por ela”, disse o coordenador da CPT/MA que entende a terra como um espaço de memoria, celebração, um lugar sagrado.

Homenagens

Durante a cerimônia de abertura, a Pastora da Terra prestou homenagem ao Acampamento Padre André, localizado em União dos Palmares. O acampamento erguido sobre as terras da falida Usina Laginha foi reconhecido como o destaque do ano de 2016. Os representantes do acampamento presentes na assembleia receberam um certificado conferido por sua determinação e persistência na luta.


Participação



Além do convidado do Maranhão, a mesa de abertura com a presença de Josival Oliveira, representante do Movimento Libertação dos Sem-Terra (MLST); Zé Roberto, representante do Movimento dos Trabalhadores Sem-Terra (MST); Zenus do Conselho Indigenista Missionário (CIMI); e Ângelo Máximo, da Cáritas Arquidiocesana de Maceió.

Já pela tarde, a assembleia contou com a presença da dirigente nacional do MST, Débora Nunes, facilitando o debate sobre a situação do país após o golpe parlamentar e as investidas do governo Temer contra os direitos dos trabalhadores, especialmente contra os povos do campo.


Mobilização



A assembleia estadual da CPT/Alagoas prossegue até a manhã desta quarta-feira, 29. Ainda nesse mesmo dia, os seus participantes do evento se juntam a outros 500 camponeses e camponesas dos assentamentos e acapamentos acompanhados pela Pastoral para iniciar um jornada de luta na capital alagoana. As reivindicações da mobilização são em defesa da reforma agrária, contra a reforma da previdência, por infraestrutura nos assentamentos, entre outras.


quinta-feira, 23 de março de 2017

Encontros regionais mobilizam para Assembleia Estadual da CPT

Preparação reuniu 97 camponeses e camponesas em três regiões de Alagoas

Heloísa Amaral coordenando o encontro regional do litoral


Durante o mês de março, a Comissão Pastoral da Terra de Alagoas (CPT/AL) visitou as três regiões do estado para aprofundar o debate sobre reforma agrária e direitos sociais e mobilizar os camponeses e camponesas para a Assembleia Estadual da CPT, que inicia próxima segunda-feira, 27 de março. Ao todo, 87 camponeses e camponesas participaram dos encontros realizados no sertão, região da mata e litoral. 

O Encontro regional do Sertão foi realizado dias 9 e 10 de março, no assentamento Nossa Senhora Aparecida em Água Branca, com a participação de 28 pessoas; o da região da Mata aconteceu nos dias 13 e 14 de março, no assentamento Flor do Bosque, em Messias, com 30 presentes; e, no litoral norte de Alagoas, o encontro foi realizado dia 21 de março, no ginásio municipal da cidade de Porto de Pedras, com 29 participantes.

Encontro Regional do Sertão aconteceu no início de março


Para o coordenador da CPT/Alagoas, Carlos Lima, os encontros foram importantes para aprofundar o debate sobre a situação do país, os 200 anos de Alagoas e a luta camponesa. “Foi um momento importantíssimo, simbolizou um retorno da Pastoral às suas bases. Foi importante também pelas reflexões e os trabalhos em grupo construídos a partir da fala dos camponeses. Sem dúvida, foi fundamental para engrandecer a assembleia e permitir uma reflexão maior sobre as prioridades da CPT para 2017”, afirmou Lima.

Nos três encontros, o debate se iniciou em torno da situação do país após o golpe parlamentar. Os camponeses e camponesas ficaram assustados e revoltados com a Reforma da Previdência. Uma parte deles desconhecia quais as medidas estão sendo tomadas pelo governo. 

A coordenadora regional da CPT,   Heloísa Amaral, nos debates, fez o alerta da importância do povo ir às ruas. “O governo Temer tem buscado aprofundar as desigualdades sociais e retirar direitos historicamente conquistados. Atacar a aposentadoria dos trabalhadores e trabalhadoras é um crime, principalmente pelas mudanças que estão propondo para a mulher e o homem do campo. É necessário lutar para defender a previdência”, afirmou Heloísa. 

Outro tema em destaque, foi o bicentenário de Alagoas. Os participantes dos encontros se organizaram em grupos para refletir sobre perguntas como “que Alagoas nós temos?”, “quem somos nós e qual nossa importância nessa Alagoas?”, “quais os desafios, em nossa região, para a produção?” e “o que podemos fazer para superar esse desafio?”.


Encontro da Região da Mata foi realizado no For do Bosque

A socialização das discussões em grupos foi feita ainda nos encontros regionais e deverá ser realizada entre as regiões na assembleia estadual na próxima semana. Em setembro, o tema será aprofundado no Seminário sobre 200 anos de Alagoas. Esse será um momento de compartilhar as experiências de resistência de lutadores sociais em defesa de um estado mais justo e igualitário.

Por fim, os camponeses e camponesas inciaram uma discussão sobre a Romaria da Terra e das Águas, que este ano completa sua 30ª edição. Desde já, foi debatida a importância das regiões se organizarem e mobilizarem para participar da Romaria, nos dias 4 e 5 de novembro, na Serra da Barriga, em União dos Palmares. 

Assembleia
 
A 28ª Assembleia Estadual da CPT/Alagoas inicia na próxima segunda-feira, 27 de março de 2017. Realizada anualmente, a atividade avalia a atuação da pastoral no ano anterior e debate as prioridades para o ano vigente. Neste ano, os camponeses e camponesas anteciparam o início das discussões nos Encontro Regionais e se comprometeram a ainda mais com a preparação do evento que reunirá 115 representantes dos acampamentos e assentamentos acompanhados pela Pastoral.

Ao final da assembleia, a partir do dia 29, a CPT e as famílias camponesas realizarão uma mobilização em Maceió contra o golpe na reforma agrária e contra a reforma da previdência, além de políticas específicas para jovens e mulheres. A previsão é que mais 500 pessoas se juntem aos 115 presentes na Assembleia.





quinta-feira, 9 de março de 2017

Reunião abre caminho para a 30ª Romaria da Terra e das Águas



Representantes de pastorais sociais e religiosos participaram, nesta terça-feira, 7 de março, da primeira reunião preparatória para a 30ª Romaria da Terra e das Águas. A reunião, convocada pela Comissão Pastoral da Terra, marcou a construção da celebração de 30 anos de Romaria.

A edição celebrativa da Romaria pretende reunir cerca de 5 mil romeiros e romeiras da cidade e do campo, nos dias 4 e 5 de novembro, para caminhar rumo à terra sem males, a terra de Zumbi e Dandara. A proposta da organização é refazer o mesmo trajeto, na Serra da Barriga, da primeira Romaria na Terra de Zumbi, realizada em 1988. E para coroar essa grande festa de fé e profecia, o poeta e compositor Zé Vicente já está confirmado.

O aniversário de 30 anos de Romaria tem por objetivo alimentar a espiritualidade do caminhante, preservar a memória de luta do Quilombo dos Palmares, incentivar a luta pela democratização do uso da terra e estimular a prática da justiça, da partilha e da solidariedade.

“A Romaria vai ser esse momento grande e forte para a gente fazer uma bela homenagem à trajetória da CPT e dos camponeses. Será a celebração de toda essa caminhada de homens e mulheres que lutam todo dia por dignidade para gerar vida e esperança”, afirmou o Padre Rogério Madeiro.

Para Rosário de Fátima da Silva, representante das Comunidades Eclesiais de Base, essa Romaria será um momento de integração, resgate da história, partilha e construção. “Vejo essa construção nos alimentar de vigor, esperança e luta, mostrar que não estamos parados e que vamos avançar. Espero que a Romaria toque as minorias que estão excluídas por essa conjuntura e mostre que, unidos, temos força para mudar”, afirmou Rosário.

A reunião deliberou pela criação de duas comissões para facilitar a organização. Uma equipe para preparar o documento de subsídio de cantos, reflexões e músicas da Romaria, com a presença da Irmã Cícera Menezes e de Carlos Lima, coordenadores da CPT, do Irmão João Batista, monge missionário do campo e a Irmã Diene, da congregação Nossa Senhora da Assunção.

A segunda equipe será a responsável pela mobilização da comunidade, que articulará a Romaria no campo e na cidade, visitando as comunidades e estimulando os religiosos e movimento sociais. Essa será composta por pessoas ligadas às Comunidades Eclesiais de Base e a própria CPT.

Sobre Zé Vicente

O convidado especial da 30ª Romaria da Terra e das Águas será o compositor de diversas músicas que são cantadas desde a primeira romaria em Alagoas. Zé Vicente é um artista ligado à Igreja Caminhante. Natural de Orós, Ceará, canta e compõe desde 1981, fazendo de suas músicas instrumento de esperança, luta e transformação.








terça-feira, 7 de março de 2017

Camponesas ocupam sede do Incra e do INSS em Alagoas


Jornada de lutas unifica mulheres por direitos e contra a reforma da previdência

Prédio do INCRA ocupado. Foto: Ascom/MST

Em preparação para o Dia Internacional da Mulher, camponesas de diversos movimentos ocuparam nesta terça-feira, 7 de março, a superintendência do Instituto de Colonização e Reforma Agrária (INCRA) e prédio da Gerência do Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS), ambos no centro de Maceió.

As ocupações fazem parte da jornada unificada as mulheres do campo contra a reforma da previdência do governo Temer, a paralisia na reforma agrária e luta por direitos das mulheres.

Para Heloísa Amaral, coordenadora regional da Comissão Pastoral da Terra, essa jornada é necessária para defender as conquistas históricas das mulheres e dos trabalhores rurais. “Temer, de uma vez só, quer acabar com a aposentadoria especial para trabalhador rural e prejudicar ainda mais as muheres. Nossa Jornada é uma grande resposta aos ajustes desleais desse governo com o povo, em especial com as mulheres”, afirmou Amaral.

Ocupação do prédio do INSS. Foto: cortesia

A jornada das mulheres começou ao amanhecer com 1500 mulheres ocupando o prédio do INCRA. Já pela tarde, cerca de 500 trabalhadoras ocuparam o segundo prédio, o do INSS.

Débora Nunes, da coordenação nacional do MST, ressaltou que as ocupações em Alagoas fazem parte de uma luta nacional contra o governo e em defesa de direitos. “Nossa ocupação aqui, soma-se aos atos em todo o país contra qualquer postura que ameace as nossas conquistas. Defendemos uma Previdência pública, universal, solidária e que garanta aos trabalhadores e trabalhadoras, que por toda a sua vida trabalham para construir esse país e uma sociedade melhor, uma aposentadoria digna”, afirmou Débora.

A coordenadora do MLST, Diana Aleixo, complementou: “Não vamos aceitar o golpe na Reforma Agrária, nem o golpe na Previdência! Cada uma dessas medidas do governo golpista afeta diretamente a vida das mulheres que vivem no campo. Estamos mobilizadas para denunciar cada ataque à vida das mulheres e para demonstrar nossa disposição de construir lutas na defesa da democracia e dos direitos das mulheres que vivem no campo ou na cidade”.

Participam da jornada o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), a Comissão Pastoral da Terra (CPT), o Movimento de Libertação dos Sem Terra (MLST), o Movimento Terra, Trabalho e Liberdade (MTL) e o Movimento Via do Trabalho (MVT), além da Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado de Alagoas (Fetag) e sindicatos filiados a Central Única dos Trabalhadores (CUT).

As mobilizações continuam nesse dia 8 de março.





Com informações: MST