terça-feira, 7 de março de 2017

Camponesas ocupam sede do Incra e do INSS em Alagoas


Jornada de lutas unifica mulheres por direitos e contra a reforma da previdência

Prédio do INCRA ocupado. Foto: Ascom/MST

Em preparação para o Dia Internacional da Mulher, camponesas de diversos movimentos ocuparam nesta terça-feira, 7 de março, a superintendência do Instituto de Colonização e Reforma Agrária (INCRA) e prédio da Gerência do Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS), ambos no centro de Maceió.

As ocupações fazem parte da jornada unificada as mulheres do campo contra a reforma da previdência do governo Temer, a paralisia na reforma agrária e luta por direitos das mulheres.

Para Heloísa Amaral, coordenadora regional da Comissão Pastoral da Terra, essa jornada é necessária para defender as conquistas históricas das mulheres e dos trabalhores rurais. “Temer, de uma vez só, quer acabar com a aposentadoria especial para trabalhador rural e prejudicar ainda mais as muheres. Nossa Jornada é uma grande resposta aos ajustes desleais desse governo com o povo, em especial com as mulheres”, afirmou Amaral.

Ocupação do prédio do INSS. Foto: cortesia

A jornada das mulheres começou ao amanhecer com 1500 mulheres ocupando o prédio do INCRA. Já pela tarde, cerca de 500 trabalhadoras ocuparam o segundo prédio, o do INSS.

Débora Nunes, da coordenação nacional do MST, ressaltou que as ocupações em Alagoas fazem parte de uma luta nacional contra o governo e em defesa de direitos. “Nossa ocupação aqui, soma-se aos atos em todo o país contra qualquer postura que ameace as nossas conquistas. Defendemos uma Previdência pública, universal, solidária e que garanta aos trabalhadores e trabalhadoras, que por toda a sua vida trabalham para construir esse país e uma sociedade melhor, uma aposentadoria digna”, afirmou Débora.

A coordenadora do MLST, Diana Aleixo, complementou: “Não vamos aceitar o golpe na Reforma Agrária, nem o golpe na Previdência! Cada uma dessas medidas do governo golpista afeta diretamente a vida das mulheres que vivem no campo. Estamos mobilizadas para denunciar cada ataque à vida das mulheres e para demonstrar nossa disposição de construir lutas na defesa da democracia e dos direitos das mulheres que vivem no campo ou na cidade”.

Participam da jornada o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), a Comissão Pastoral da Terra (CPT), o Movimento de Libertação dos Sem Terra (MLST), o Movimento Terra, Trabalho e Liberdade (MTL) e o Movimento Via do Trabalho (MVT), além da Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado de Alagoas (Fetag) e sindicatos filiados a Central Única dos Trabalhadores (CUT).

As mobilizações continuam nesse dia 8 de março.





Com informações: MST

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