terça-feira, 25 de abril de 2017

Caderno de Conflitos da CPT será lançado nesta quarta-feira, em Alagoas



1.295 conflitos por terra. 12.829 famílias despejadas pela polícia. 2.639 famílias expulsas da terra por jagunços. 172 conflitos pela água. 61 assassinatos. Esses e muitos outros números estão reunidos na publicação Conflitos no Campo. Em Alagoas, o lançamento oficial do chamado Caderno de Conflitos será realizado nesta quarta-feira, 26 de abril, às 14 horas, no Auditório do Instituto de Terras e Reforma Agrária (Iteral), na Avenida da Paz, nº 1200.

Os dados compilados anualmente pela Comissão Pastoral da Terra revelam o ano de 2016 como o mais violento para os povos do campo dos últimos 10 anos. Esses conflitos fizeram aumentar o número de assassinatos e agredidos. De 2015 para 2016, subiu em 206% o número de agredidos e em 22% o número de mortes. Sendo este o último, a maior marca dos últimos 25 anos, à exceção apenas de 2003.

A CPT, além de dar publicidade aos números de conflitos apresenta um conjunto de artigos capazes de analisar as suas causas. As 230 páginas do caderno de conflitos de 2016 possui tabelas com dados e textos sobre terra, água, trabalho,  violência contra a pessoa e manifestações.

Lançamento

Em Alagoas, a publicação anual da Comissão Pastoral da Terra será lançada no dia 26 de abril, às 14 horas, em um evento promovido em parceria entre a CPT e o Comitê de Mediação de Conflitos e Questões Agrárias, no auditório da ITERAL.

O lançamento contará com a presença do Padre Manoel Henrique, representando a Arquidiocese de Maceió, do historiador e coordenador da Pastoral da Terra em Alagoas, Carlos Lima e do professor do IFAL, Claudemir Martins, que é autor de um artigo da publicação chamado Crítica à transformação capitalista da água em mercadoria: águas para vida, não para a morte.

Serviço
Lançamento da publicação Conflitos no Campo Brasil 2016
Dia: 26 de abril de 2017
Horário: 14 horas
Local: Auditório do Iteral – Avenida da Paz, 1200 - Jaraguá

terça-feira, 18 de abril de 2017

Vigília encerra primeiro dia da Jornada Nacional em Defesa da Reforma Agrária




Cerca de 3 mil camponeses e camponesas ocuparam Maceió nesta segunda-feira, 17 de abril, em defesa da Reforma Agrária, contra a violência e por direitos no campo. Após uma grande marcha pelo Centro da cidade, foi realizada, durante toda a noite,  uma bonita vigília em frente ao Tribunal de Justiça de Alagoas em memória aos assassinados no massacre de Eldorado dos Carajás - PA.

A atividade faz parte da Jornada Nacional em Defesa da Reforma Agrária, realizada em 14 Estados e no Distrito Federal, a qual relembra os 19 trabalhadores rurais mortos pelo latifúndio no dia 17 de abril de 1996 e luta contra a paralisia na Reforma Agrária

Em Alagoas, a mobilização está sendo realizada conjuntamente pela na Comissão Pastoral da Terra (CPT), Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), Movimento de Libertação dos Sem Terra (MLST), Movimento de Luta pela Terra (MLT), Movimento Unidos pela Terra (MUPT), Movimento Terra Trabalho e Liberdade (MTL), Terra Livre e Movimento Via do Trabalho (MVT).



Para Carlos Lima, coordenador da Comissão Pastoral da Terra de Alagoas, a data é importante para fazer memória e tornar viva a história. “Essa é a vigília da memória, mas também é a vigília da esperança. A esperança que não morre nunca, porque se a esperança morrer morre o sonho dos pobres. Ter esperança não é ficar esperando, mas ela é justamente a força que nos move a seguir na luta”, afirmou Lima.

Diante do Tribunal de Justiça, foram lembradas as vítimas do latifúndio em Alagoas e no Brasil. Além dos 19 assassinados em Eldorados, a vigília homenageou os 12 alagoanos que tombaram na luta por Reforma Agrária, entre eles Edmilson Alves da Silva (2016), Jaelson Melquíades (2005), Luciano Alves (2003), José Elenilson (2000) e Chico do Sindicato (1995).


“Estamos em frente ao tribunal de injustiças. Desse prédio saem mais ordens de despejos do que punição aos latifundiários que concentram a terra e matam trabalhadores. Queremos o fim da violência no campo e, por isso, estamos nessa jornada lutando pela Reforma Agrária”, disse José Roberto, dirigente do MST.

Após o ato em frente ao TJ, os trabalhadores e as trabalhadoras rurais retornaram à Praça Sinimbu e encerraram a vigília com falas dos representantes do Fórum Alagoano em Defesa da Previdência, compostos por sindicatos, movimentos sociais e partidos de esquerda, que se somaram à luta.

Jornada de Lutas
Passeata foi realizada no Centro de Maceió. Foto: Gustavo Marinho

A mobilização dos movimentos sociais do campo teve início no domingo, quando os trabalhadores e trabalhadoras rurais montaram acampamento na Praça Sinimbu, no Centro de Maceió. Nesta segunda-feira, o movimento ocupou as ruas, marchou até o Palácio do Governo, onde protocolou reivindicações, e encerrou o dia com a vigília em frente ao Tribunal de Justiça. A Jornada de lutas segue nesta terça-feira (18), com uma intensa agenda de mobilizações na capital.  

Movimentos protocolam pauta no Governo de Alagoas. Foto: Marrom



segunda-feira, 17 de abril de 2017

Jejum reafirma compromisso cristão com os pobres da terra


A Comissão Pastoral da Terra de Alagoas realizou na sexta-feira que antecedeu a semana santa, dia 7 de abril, o 18º Jejum em solidariedade aos que passam fome e outras necessidades no mundo. A atividade reuniu religiosos e agentes pastorais durante todo o dia no prédio Walmap, sede do Incra. O ato de fé consiste em substituir o alimento orgânico pelo alimento espiritual, por cânticos e pela leitura bíblica.

Este ano, a atividade refletiu sobre o tema da campanha da fraternidade, cultivar e guardar a criação, a partir das palavras da Irmã Gelda da Congregação Filhas do Sagrado Coração de Jesus. Para ela, o papel do homem e da mulher é cultivar e guardar a obra de Deus.



“O jardim do Éden, quando foi criado por Deus, não tinha nenhuma planta, porque ainda não tinha chovido e não tinha o homem para cultivar. Então, o que está dito é que a presença do homem na terra não era para explorar, mas para cultivar e guardar a natureza. Hoje, está faltando homens e mulheres que façam crescer e guardar a natureza”, afirmou a Irmã Gelda.

“Não é esta aqui a natureza que eu quis./ Que tomba indefesa, perdendo a beleza./ Trazendo a tristeza, na terra que eu quis”. Embalados pela canção de Benedito Prado, a Construção do Plano, os presentes no jejum cantaram e pediram perdão a Deus, na esperança de construir um mundo novo.

O jejum da solidariedade contou ainda com reflexões conduzidas pela Irmã Cícera e pelo coordenador da Pastoral da Terra, Carlos Lima. Ao fim do dia, o pão foi repartido e compartilhado entre os presentes.





Confira a edição de abril de O Caminho da Roça

A Comissão Pastoral da Terra (CPT/AL) publicou no início do mês de abril uma nova edição de seu jornal, O Caminho da Roça.

O informativo, destinado a camponeses e camponesas, apresentou os resultados da 28ª Assembleia Estadual da CPT e da jornada de lutas, inciada logo após a assembleia.

O material tem o resumo de uma semana de intensas atividades, como ocupações prédios públicos e importantes reuniões para barrar os golpes contra a Reforma Agrária e os direitos sociais.

Clique aqui e confira O Caminho da Roça.


quinta-feira, 6 de abril de 2017

Amanhã: CPT realiza Jejum em solidariedade aos que passam fome


Pelo 18º ano consecutivo, a Comissão Pastoral da Terra realiza, nesta sexta-feira, 7 de abril, a partir das 8 horas, o Jejum em Solidariedade aos que passam fome e outras necessidades no mundo. Sob o tema cultivar e guardar a criação, agentes pastorais, camponeses e religiosos ficarão sem se alimentar no prédio do Incra, localizado no Edifício Walmap, na Rua do Livramento, Centro de Maceió.

Tradicionalmente realizada na sexta-feira que antecede a Semana Santa, a atividade se baseia na palavra bíblica de Isaías, que já antes de Cristo, falava sobre a importância da solidariedade e, ao mesmo tempo, defendia o Jejum em prol de quem passa fome e sofre com as injustiças. “O jejum que eu quero é este: acabar com as prisões injustas, desfazer as correntes do jugo, pôr em liberdade os oprimidos e desfazer qualquer jugo” (Is 58,6).

Este ano, o Jejum da solidariedade lembra em seu tema a campanha da fraternidade da Confederação Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). Durante todo o dia, acotecem leitura bíblica, cântigos e reflexões coordenadas por católicos. A programação conta também com o pastor Marcos Monteiro da Igreja Batista do Pinheiro.


Confira a Programação

8h – Celebração inicial: O sentido do Jejum – Irmã Cícera Menezes (CPT)
9h – Cultivar e Guardar a Criação – Irmã Gelda (Sagrado Coração de Jesus)
12h – Somos chamados a cultivar e guardar a criação – Carlos Lima (CPT)
15h – Terra e Justiça – Pastor Marcos Monteiro (IBP)
17h30 – Celebração final: O pão que desce do céu (maná)

Serviço
Jejum da Solidariedade
Dia 7 de abril de 2017
Das 8h às 18h
Local: Incra, Edifício Walmap - Rua do Livramento, Centro