terça-feira, 18 de abril de 2017

Vigília encerra primeiro dia da Jornada Nacional em Defesa da Reforma Agrária




Cerca de 3 mil camponeses e camponesas ocuparam Maceió nesta segunda-feira, 17 de abril, em defesa da Reforma Agrária, contra a violência e por direitos no campo. Após uma grande marcha pelo Centro da cidade, foi realizada, durante toda a noite,  uma bonita vigília em frente ao Tribunal de Justiça de Alagoas em memória aos assassinados no massacre de Eldorado dos Carajás - PA.

A atividade faz parte da Jornada Nacional em Defesa da Reforma Agrária, realizada em 14 Estados e no Distrito Federal, a qual relembra os 19 trabalhadores rurais mortos pelo latifúndio no dia 17 de abril de 1996 e luta contra a paralisia na Reforma Agrária

Em Alagoas, a mobilização está sendo realizada conjuntamente pela na Comissão Pastoral da Terra (CPT), Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), Movimento de Libertação dos Sem Terra (MLST), Movimento de Luta pela Terra (MLT), Movimento Unidos pela Terra (MUPT), Movimento Terra Trabalho e Liberdade (MTL), Terra Livre e Movimento Via do Trabalho (MVT).



Para Carlos Lima, coordenador da Comissão Pastoral da Terra de Alagoas, a data é importante para fazer memória e tornar viva a história. “Essa é a vigília da memória, mas também é a vigília da esperança. A esperança que não morre nunca, porque se a esperança morrer morre o sonho dos pobres. Ter esperança não é ficar esperando, mas ela é justamente a força que nos move a seguir na luta”, afirmou Lima.

Diante do Tribunal de Justiça, foram lembradas as vítimas do latifúndio em Alagoas e no Brasil. Além dos 19 assassinados em Eldorados, a vigília homenageou os 12 alagoanos que tombaram na luta por Reforma Agrária, entre eles Edmilson Alves da Silva (2016), Jaelson Melquíades (2005), Luciano Alves (2003), José Elenilson (2000) e Chico do Sindicato (1995).


“Estamos em frente ao tribunal de injustiças. Desse prédio saem mais ordens de despejos do que punição aos latifundiários que concentram a terra e matam trabalhadores. Queremos o fim da violência no campo e, por isso, estamos nessa jornada lutando pela Reforma Agrária”, disse José Roberto, dirigente do MST.

Após o ato em frente ao TJ, os trabalhadores e as trabalhadoras rurais retornaram à Praça Sinimbu e encerraram a vigília com falas dos representantes do Fórum Alagoano em Defesa da Previdência, compostos por sindicatos, movimentos sociais e partidos de esquerda, que se somaram à luta.

Jornada de Lutas
Passeata foi realizada no Centro de Maceió. Foto: Gustavo Marinho

A mobilização dos movimentos sociais do campo teve início no domingo, quando os trabalhadores e trabalhadoras rurais montaram acampamento na Praça Sinimbu, no Centro de Maceió. Nesta segunda-feira, o movimento ocupou as ruas, marchou até o Palácio do Governo, onde protocolou reivindicações, e encerrou o dia com a vigília em frente ao Tribunal de Justiça. A Jornada de lutas segue nesta terça-feira (18), com uma intensa agenda de mobilizações na capital.  

Movimentos protocolam pauta no Governo de Alagoas. Foto: Marrom



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